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Procurador do Estado critica assistência a índios em terras invadidas e sugere destinação em área própria pela Funai

16/02/2018

Passo Fundo viveu uma manhã atípica envolvendo confronto de índios com a Brigada Militar, ontem (15). Um grupo de ao menos 50 índios, que teriam sido expulsos de aldeias da região, tentou invadir a Fazenda da Brigada Militar, próximo do aeroporto, às margens da BR-285. O grupo estava já dentro da área quando os policiais se mobilizaram com grande efetivo do BOE e do 3º RPMON. Foi tentada, sem sucesso, negociação para que eles deixassem de forma pacífica. Em uma nova tentativa os indígenas acabaram iniciando um confronto com os policiais, que se arrastou até a BR-285, com trânsito interrompido e muita confusão. Balas especiais e não letais foram disparadas, bem como o uso de gás para dispersar o grupo, que mesmo assim continuava a atacar os policias com paus e pedras. Finalmente o grupo desistiu e saiu do local. Um homem apontado como líder do grupo foi preso e ninguém ficou ferido com gravidade. A Rádio Uirapuru fez contato com a FUNAI, a qual explicou que não se manifesta nem interfere nas ações feitas pelos índios, apenas dá assistência necessária.A Rádio Uirapuru também conversou com o procurador do Estado, Rodinei Candeia, que esteve à frente de diversas questões envolvendo demarcações de terras para índios na região. Candeia revelou que a situação de índios na região da EFRICA foi criada em 2014, quando os primeiros, originários da reserva da Serrinha, foram trazidos por funcionários do Estado, ainda no governo Tarso, para ocupar o que restou do prédio da CEASA, que estava abandonado.
A área ocupada, foi posteriormente recebendo água, em forma de reservatórios, madeira, brasilite e outras estruturas, conforme ele, fornecidas pela FUNAI. Candeia criticou essa prática de amparo, que na sua opinião, deveria ser outra. Para Candeia, a FUNAI precisa realocar estes indígenas em áreas próprias, como reservas, e não dar assistência para que se instalem em terras ocupadas, seja qual for. Para o procurador é preciso agir antes que novos confrontos ocorram. "Fazenda da Brigada Militar é cobiçada por diversos grupos e corporação fez certo em proteger um patrimônio ecológico”, afirma procurador A Fazenda da Brigada Militar, às margens da BR-285, próximo do Aeroporto de Passo Fundo, é um verdadeiro santuário ecológico e possui diversas nascentes de rios, área de preservação permanente e ecossistema diferenciado em 1000 hectares. A importância ecológica do local é tão grande que uma área de 50 hectares foi cedida para a Embrapa realizar pesquisas em plantas e toda e qualquer outra intervenção é proibida. Dentro do espaço também está uma das mais importantes áreas de captação de água potável da cidade. Falando sobre a tentativa de ocupação, o procurador do Estado, Rodinei Candeia, explicou que a ação da Brigada Militar em impedir a instalação de indígenas foi correta e defendeu um patrimônio público. Para Candeia, a ação rápida mostra que a polícia pode impedir qualquer ocupação de terras por parte de índios, evitando que se fixem áreas indígenas em terras onde há donos. Falando sobre a fazenda, Candeia lembrou que o local já foi alvo de cobiça por muitos grupos e que, se não fosse uma área da Brigada Militar, certamente o local já teria sido tomado à força. Fonte: Rádio Uirapurú

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