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Entenda os efeitos do frio no corpo

10/06/2016

Ele já se tornou o assunto principal das conversas de elevador e filas de espera, invadiu os memes nas redes sociais e fez os termômetros marcarem temperaturas abaixo de 0°C neste mês. Sim, estamos falando daquele frio de renguear cusco antes mesmo da chegada do inverno – oficialmente, a estação se inicia no próximo dia 20. E quem sinaliza que a friagem está realmente rigorosa é o nosso corpo, reagindo de várias formas: os pelos arrepiam, os lábios ressecam, infecções respiratórias se tornam mais comuns.
O cardiologista e professor titular da PUCRS Luiz Carlos Bodanese explica que o frio, principalmente quando súbito, impõe ao organismo um estresse físico, submetendo-o à necessidade de mais energia. Uma das respostas a isso é um discreto aumento na pressão arterial e do ritmo do coração, além da vasoconstrição periférica (vasos sanguíneos ficam mais estreitados, como forma de proteção à perda de caloria).
– O agasalho vai impedir que isso se torne um problema grave, porque podem haver situações extremas, como danos nos dedos, até uma necrose, se não for bem cuidado – afirma Bodanese. – Com o corpo agasalhado, o organismo é menos agredido, reage menos – acrescenta.
Maior incidência de infecções respiratórias também estão ligadas à chegada do frio. Conforme o médico infectologista Osvaldo Vitorino Oliveira, professor aposentado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), isso ocorre porque há uma tendência de as pessoas ficarem mais confinadas. Portanto, o especialista indica que ambientes sejam mantidos arejados, e as pessoas evitem espaços muito cheios.
– O ideal seria manter o ambiente arejado sem que tivesse corrente de vento, além de fazer vacinas indicadas, como a da gripe. Grande parte das doenças respiratórias se transmite em uma área de contato de um metro e meio – explica Oliveira, salientando que gripe e resfriado são problemas muito comuns no inverno.
Outras reações corriqueiras são rachaduras nos lábios e ressecamento da pele das mãos – para isso, recomenda-se a hidratação com cremes. É importante frisar que nem todas as pessoas encaram o frio da mesma forma: a vivência acaba adaptando nosso corpo, não quer dizer que alguns têm "genética mais potente" do que outros.

PARA NÃO ADOECER

CUIDADO COM O CORAÇÃO
No inverno, o risco de infarto é maior do que no verão, sobretudo, para quem já tem algum problema vascular associado. Por isso, é importante que pessoas hipertensas, com colesterol alto e com diabetes se protejam do frio e evitem choques térmicos.
– Essas pessoas estão mais sujeitas a dano, mais propensas a episódios isquêmicos agudos, que podem gerar dor, infarto e morte. Então, é necessário se agasalhar bem – afirma Luiz Carlos Bodanese, professor titular da PUCRS.
Algumas pessoas com problemas vasculares podem necessitar de um ajuste na medicação nesta época, sempre sob orientação do médico.

MAIS INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS
Aumenta o frio, aumentam as infecções respiratórias. A explicação está no fato de que as pessoas tendem a ficar mais confinadas. Para evitar o contágio, o recomendável é que os ambientes permaneçam arejados, evitando correntes de vento, pois aumentam o frio. Outro elemento importante são as vacinas, como a da gripe.
– A orientação para não ir a ambientes muito cheios é uma verdade. Quanto mais fechado o ambiente, fica mais propícia (a transmissão). A chance de passar alguma doença é maior, espirrando, tossindo, falando – ressalta o médico infectologista Osvaldo Vitorino Oliveira, professor aposentado da UFSC.

O TREMOR E OS PELOS ARREPIADOS
Uma das reações mais clássicas do nosso corpo, quando exposto ao frio, é o tremor. Isso está associado a uma ativação do sistema nervoso simpático, que provoca a vasoconstrição e ativa todo o organismo, fazendo com que ele reaja por terminações nervosas, explica o cardiologista Luiz Carlos Bodanese. Outra manifestação muito comum é o arrepio de pelos.
– É uma reação, um sinal de que algo está errado, de alerta para que a pessoa se proteja. No banheiro frio, quando colocamos a água quente do banho, passa rapidamente. É o equivalente a colocar roupa – acrescenta o médico.

DE OLHO NA ALIMENTAÇÃO
A necessidade de manter o corpo aquecido não pode ser desculpa para não seguir uma alimentação balanceada. Mestre em Epidemiologia pela UFRGS e nutricionista clínica da Nutrissoma, Barbara Riboldi indica um maior consumo de alimentos quentes – sopas e chás são exemplos.
– A inclusão da sopa é bem frequente para dar uma saciedade maior sem aumentar tanto a parte calórica. Também se enfatiza bastante o consumo de vegetais cozidos, como couve-flor, brócolis, abóbora e cenoura, para que haja minerais e vitaminas suficientes. No inverno, muita gente para de comer salada – explica.

BEM AGASALHADO
Não tem como falar de proteção do frio sem falar em agasalho. Essa é uma das principais medidas para evitar que o organismo tenha reações extremas. Quando sentimos menos frio, estamos perdendo menos calor.
– Se está mais frio, é preciso mais agasalho, como manta, gorro, luvas. Se estamos mais agasalhados, o organismo é menos agredido, reage menos com alterações de pressão, frequência cardíaca e vasoconstrição. Então, a pessoa fica mais confortável – afirma Luiz Carlos Bodanese, professor titular da PUCRS.

Fonte: Zero Hora

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